O Open Finance deixou de ser apenas uma agenda regulatória para se tornar um dos principais motores de inovação do sistema financeiro mundial. E, nesse cenário, o Brasil ocupa posição de destaque.
De acordo com o relatório Estado do Open Finance Brasil & Mundo 2026–2027, desenvolvido pela Sensedia em parceria com a Let’s Money, o Brasil já é considerado o maior ecossistema de Open Finance do mundo em escala operacional e casos de uso.

O relatório aponta que o Brasil ultrapassou:
- 100 milhões de clientes ou contas conectadas;
- 154 milhões de consentimentos ativos;
- mais de 4,4 bilhões de comunicações semanais entre instituições financeiras.
Segundo o estudo, o país está à frente de 78 nações que já possuem regulamentações relacionadas ao Open Finance. O diferencial brasileiro está na combinação entre:
- regulação estruturada do Banco Central;
- integração com o Pix;
- jornadas sem redirecionamento (JSR);
- iniciação de pagamentos;
- interoperabilidade entre bancos e fintechs.
Na prática, isso permitiu que o Open Finance brasileiro avançasse rapidamente da infraestrutura para aplicações reais no cotidiano dos usuários.
A evolução das transações financeiras
Um dos principais indicadores dessa transformação está na iniciação de pagamentos via Pix dentro do Open Finance. Segundo dados citados no relatório, o volume movimentado chegou a R$ 15,3 bilhões em 2025, quase cinco vezes acima do registrado no ano anterior. Já o número de transações saltou de 7,4 milhões para 64,5 milhões de operações no período.
Esse avanço demonstra como o Open Finance está acelerando tendências como:
- pagamentos invisíveis e integrados;
- experiências bancárias sem fricção;
- personalização financeira baseada em dados;
- automação de jornadas de crédito e pagamentos;
- expansão do Banking as a Service;
- integração financeira em plataformas digitais.
O Open Finance entra em uma nova fase
O report também destaca que o Open Finance chegou a uma etapa de maior maturidade no Brasil. O ecossistema avança agora para novas frentes:
- Open Investment;
- soluções para Pessoa Jurídica;
- inteligência artificial aplicada a dados financeiros;
- portabilidade financeira automatizada;
- ofertas hiperpersonalizadas em tempo real.
No segmento de investimentos, por exemplo, o volume de chamadas de APIs já alcança cerca de 800 milhões por semana. Ao mesmo tempo, o mercado começa a ampliar o foco em experiências financeiras orientadas por dados e inteligência preditiva.
O papel da tecnologia nessa transformação
A consolidação do Open Finance exige infraestrutura tecnológica robusta, integração segura de sistemas e capacidade contínua de inovação. Nesse contexto, a Fóton acompanha há mais de três décadas a evolução tecnológica do setor financeiro, apoiando empresas em iniciativas de transformação digital, automação bancária e modernização de canais digitais.
À medida que o sistema financeiro se torna mais aberto, conectado e orientado por dados, tecnologia e interoperabilidade passam a ser elementos centrais para a competitividade das instituições. O avanço do Open Finance mostra que o futuro das transações financeiras será cada vez mais:
- integrado;
- inteligente;
- personalizado;
- digital;
- centrado no cliente.
O Brasil já ocupa posição estratégica nesse movimento global. E com a colaboração da Fóton, os próximos anos devem acelerar ainda mais a convergência entre dados, pagamentos instantâneos, inteligência artificial e experiência financeira.
Texto com informações do relatório Estado do Open Finance Brasil & Mundo 2026–2027, Banco Central do Brasil e do Portal de Dados Open Finance Brasil.